Relato | OVNI Avistado em São Leopoldo – RS

Data: virada de ano 1996/1997 (31.12.1996)
Horário: aproximadamente 23:30, talvez um pouco mais
Local: São Leopoldo – Rio Grande do Sul
Idade da testemunha: 10 anos
Tempo decorrido durante o evento: cerca de 20 minutos

Eu estava em casa, com minha família, esperando pelos fogos da virada. Tinha jantado havia pouco tempo, e lembro que senti uma vontade imensa de ir para fora de casa. Saí de casa e fui para o quintal – a frente da casa tinha quase 30 metros de comprimento – e segui para o lado direito da casa. Lembro que não estava pensando em nada de mais, apenas sentia vontade de andar ali, no caminho de pedras que meu pai havia construído ao redor da casa.

Percorri o comprimento de toda a parede e então senti que tinha que olhar para trás. Me virei e olhei para o céu. Estava limpo, e vi uma estrela brilhando.

Fiquei observando por vários segundos enquanto a “estrela” aumentava muito lentamente de tamanho, mas ainda parecia uma estrela, branca e brilhante.

Logo percebi que era grande demais para ser uma estrela, além do que tinha mudado as cores. Então pensei “devem ser os fogos de artifício” porém o estranho é que não fazia som nenhum.

Ainda estava olhando para a luz quando, em um segundo (ou menos) ela cresceu e cresceu até que parecia que estava na minha frente. Vi inúmeras cores, luzes piscando, e um som… igual um turbilhão de ar quando se está embaixo da água. Um som que faz pressão nos ouvidos. A frente da nave (na hora eu não sabia o que era, claro) era cor de grafite, e eu podia tocá-la se quisesse, mas não podia me mover. Sentia que aquela superfície, a milímetros do meu nariz, emanava um ar frio e me atraía para ela como um ímã.

Num instante senti que ela me puxava, e no instante seguinte me senti sendo impulsionada para trás, como um empurrão do próprio ar.

Quando dei por mim, estava deitada nas pedras com os braços e pernas abertos, como quando se imita uma estrela.

Minha memória disso fica um pouco vaga nesse momento, mas lembro que levantei e fui para dentro de casa novamente. Perguntaram-me onde estava, pois tinha perdido de ver os fogos da virada.

Não lembro de nenhum efeito dessa experiência no decorrer da minha infância/adolescência. Mas lembro que sonhei várias vezes com uma sala branca e redonda, onde eu estava deitada numa mesa ou maca, e haviam seres comigo. Um à minha direita (eu estava olhando para ele), um à minha esquerda, e um que chegava depois, entrando por uma “porta” que se abriu na parede.

Lembro que havia uma tela onde eu via alguma coisa, mas não consigo lembrar o que era. Como se fosse uma ecografia, mas não sei ao certo. Os seres eram todos iguais: completamente brancos, não muito altos (uma vez que eu era criança e já não era muito alta também), com olhos grandes e amendoados, negros, úmidos e -lembro bem dessa sensação- lindos e doces. Sentia que não me fariam mal, e por isso eu estava tranquila. Se isso foi indução ou não, já não posso afirmar.

O que posso afirmar é que quando completei 20 anos, comecei a sofrer de fortes dores de cabeça. Fisgadas no lado direito, alguns dedos acima da orelha. Não sei se tem algo a ver com isso, mas tinha vezes que a dor era tão forte que eu abria os olhos e via apenas uma luz branca. Quando a visão voltava ao normal, sempre havia lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

Tratei de ir a um neurologista para resolver, quem sabe fazer uma tomografia, mas ao invés disso, o “profissional” me fez tomar antidepressivos fortes para bloquear a dor. Funcionou, claro, mas também adquiri síndrome do pânico e afins.

No final, parei com a medicação e -por incrível que pareça- a dor de cabeça sumiu, o pânico também. Até hoje não me incomodou mais.

Especialistas já se ofereceram para uma regressão, mas tenho medo do que poderia ver. Não tenho traumas físicos nem psicológicos, então não vejo motivo para criar a possibilidade de um. Obviamente, fica a curiosidade de saber “o que houve realmente” afinal, chega um ponto que você começa a pensar se tudo não foi criação da sua própria cabeça…

Maria

 

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