Abduzidos e os Neurotransmissores

CarlaBatista escreve: ” Através da investigação, análise e casuística, no contexto ufológico das abduções — que a grosso modo podem ser definidas como o seqüestro de seres humanos por extraterrestres — chegamos a uma fase que alguns psicanalistas chamam de momento pós-traumático, no qual as pessoas submetidas à abdução, em 99,99% dos casos, sofrem de perda de memória ou o chamado Missing Time, que é quando não se lembram de muita coisa após o momento em que foram seqüestradas.

Mas como saber qual método utilizado? Essa pergunta se ergue na trincheira da Ufologia, tal qual um nó Górdio, que cada vez que desatamos um, aparecem 10 em seu lugar. Na impossibilidade de perguntar diretamente a um extraterrestre esta questão e na improbabilidade de que, caso fosse feita, se teria um resultado satisfatório, acreditamos ter achado na Bioquímica uma resposta. Entretanto encontra-se em seu esboço original e necessita ser lapidada e multifacetada pelos profissionais da área médica. Lançamos aqui uma semente e esperamos que chegue a um bom solo, para que a árvore floresça e venha a dar bons frutos.A hipnose tem sido considerada um meio eficaz empregado para trazer à tona estas memórias suprimidas no inconsciente. Porém não é exata, podendo sofrer interferências tanto do hipnotizador quanto de fantasias do hipnotizado — o que leva a um terreno incerto e perigoso da dúvida. Acontece que, para conseguirmos recuperar a memória de alguém e desejamos recuperar in totum [do latim — na totalidade] ao status inicial, é necessário que venhamos a saber qual foi o mecanismo empregado pelos extraterrestres para apagá-las.

Bem, isto requer que adentremos em alguns conceitos de natureza biológica e médica, sem medo do apócrifo [oculto] ou do desconhecido. Sabemos, que o nosso cérebro é o responsável direto por todas as nossas memórias, mas como isto é feito? A resposta encontra-se na sinapse nervosa, ou seja na ligação bio-química-elétrica entre um neurônio e outro, mais especificamente entre um dentrito e o axônio, por meio de neurotransmissores, que são substâncias especiais, dividas em três categorias, que são os aminoácidos, peptídeos e as monoaminas.

Neste presente trabalho, o foco será das monoaminas, uma em particular chamada de acetilcolina, conscientemente descartando as demais, pois essa que nos interessa em particular. Trata-se de um neurotransmissor estimulante do pensamento e da memória, sendo resultante do metabolismo da glicose e de uma substância chamada de Colina. As duas são ativamente transportadas para dentro de nosso cérebro pelo sangue.

A acetilcolina está mais concentrada no hipocampo, que é o centro da memória e estimula os nervos a ativar a ação muscular. Por isso achamos ser a chave para abrir as portas de mistérios que há anos são trancados na Ufologia e entender o mecanismo de supressão da memória. Acreditamos que a maneira utilizada pelos extraterrestres para apagar a memória dos abduzidos nada tem haver com a telepatia, magia ou poderes sobrenaturais, mas simplesmente com a chamada Síndrome Colinérgica, que nada mais é do que o resultado da estimulação excessiva dos receptores de acetilcolina ou seja, é uma overdose de acetilcolina no cérebro.

Certo, mas e daí? Bem, acontece que a overdose de acetilcolina no cérebro causa os mesmos sintomas, idênticos aos que acontecem aos abduzidos, como alteração no estado mental, suores, choros acentuados, confusão mental, taquicardia, fraqueza muscular e perda da memória. Acreditamos que os extraterrestres descobriram uma maneira de estimular os receptores de acetilcolina a um nível que leva diretamente à perda da lembrança dos acontecimentos, sem chegar ao coma — pois se grandes quantidades deste neurotransmissor for descarregado no organismo, este será o resultado ou até a morte.

Se durante a abdução os extraterrestres conseguirem produzir uma determinada quantidade de acetilcolina, está iria gerar um bloqueio no cérebro do abduzido. Durante todo o seqüestro o individuo ficaria em estado tal de confusão mental, que não se lembraria de nada do que aconteceu durante o estado induzido no qual estava. Esta é a chave, que entendemos ter encontrado. O nó agora está desfeito, então cabe agora saber o que fazer com a corda que sobrou. Se vamos utilizá-la para aprendermos a desatar outros nós ou criar mais, para que fiquemos alheios aos procedimentos de intervenção dos extraterrestres na vida humana.

Autor: André Luiz de Albuquerque Moreira

Fonte na Web: apovni

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